Monolito vs Microsserviços
Monolito ou microsserviços? Depende. Um guia prático sobre quando usar cada arquitetura.
A escolha entre monolito e microsserviços é menos sobre tecnologia e mais sobre contexto do projeto. Cada um resolve problemas diferentes.
Monolito
Tudo num bloco só. Código, banco, deploy — uma única aplicação.
Vantagens:
- Simples de desenvolver, testar e fazer deploy
- Latência baixa (chamadas são locais)
- Ótimo pra começar: startup, MVP, projeto pequeno
Problemas:
- Escalar um componente específico? Tem que escalar tudo
- Qualquer alteração pode quebrar o sistema inteiro
- Cada deploy é o sistema completo de novo
Microsserviços
Cada funcionalidade vira um serviço independente. Cada um com seu banco, seu deploy, seu time.
Vantagens:
- Escala só o que precisa
- Atualiza um serviço sem derrubar os outros
- Se um quebra, o resto continua funcionando
Problemas:
- Comunicação entre serviços vira um problema (REST, filas, gRPC)
- Precisa de infraestrutura adicional: Docker, Kubernetes, service mesh
- Setup inicial é mais lento e complexo
Quando usar cada um
Monolito é a resposta certa na maioria das vezes. Se o projeto cabe num time pequeno, o domínio não é gigante e você não tem problema de escala horizontal seletiva, vai de monolito. O Instagram, o Shopify e o GitHub começaram como monolitos.
Microsserviços faz sentido quando o sistema cresceu a ponto de times diferentes precisarem deployar independentemente, ou quando partes do sistema têm requisitos de escala muito diferentes.
A regra é simples: comece monolítico, extraia microsserviços quando a dor aparecer. Não antecipe problemas que você não tem.